Archive for junho, 2009

Nova tribo: Scuppies

Scuppie é a sigla para Socially Conscious Upwardly-mobile Person (”pessoa socialmente consciente e altamente ‘mobile’”), uma espécie de eco-geek abastado. São pessoas que prezam a qualidade de vida, seguem a moda, viajam, adotam novas tecnologias e preocupam-se com dinheiro ao mesmo tempo em que se importam com o meio-ambiente e as causas sociais.

O termo foi criado pelo americano Chuck Failla, empresário do setor financeiro em Nova York. E trata de um mix de Hippies e Yuppies.O site Scuppie.com elucida um pouco mais o assunto. E traz ilustrações divertidas, como a acima, na seção graphics.

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Oceano de Plástico

Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.
No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, indo da costa da Califórnia, atravessando o Havaí e chegando a meio caminho do Japão, atingindo uma profundidade de mais ou menos 10 metros . Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos.


Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.
O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta.
A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. ‘Como foi possível fazermos isso?’ – ‘Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo’.


Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.
E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra retorna à nós, seres humanos.

 

Fontes: The Independent, Greenpeace e Mindfully

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Mutirão do Lixo Eletrônico

O Multirão do Lixo Eletrônico organizado pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo é um trabalho permanente de reciclagem de equipamentos eletrônicos.

Sempre que você tiver algum equipamento em casa que não fará mais uso, lembre-se que o site do Multirão do Lixo Eletrônico disponibiliza diversas informações e alternativas para o descarte desse material. Além disso, lá você encontrará informações sobre como fazer doações para ONGs, instituições de serviços sociais e até mesmo locais para o descarte de equipamentos e pilhas em pontos de coleta.

Para conhecer melhor os serviços, veja as dicas e locais indicados pela Secretaria de Meio Ambiente.

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Plástico verde

plasticoverde

A Braskem lançou o Projeto de Polietileno Verde, no Pólo Petroquímico de Triunfo, Rio Grande do Sul. Esta será a primeira unidade industrial do mundo a utilizar etanol de cana-de-açúcar para a produção em escala comercial de eteno e polietileno de origem 100% renovável.

O plástico verde é fabricado a partir do etanol da cana de açúcar, e 100% baseado em mateira prima renovável. Com esta tecnologia, é possivel absorver o CO² da atmosfera e transformá-lo em plástico. Além dos aspectos ambientais, o plástico verde possui propriedades idênticas às do plástico tradicional e tem aplicação em mercados como o automobilístico, indústria de brinquedos, embalagens para alimentos e produtos de higiene , entre outras.

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Seedbombing

A ideia do seedbombing consiste no lançamento de bombas de sementes (ou seedbombs) por aviões em áreas a serem reflorestadas.

seedbomb l imagem: yanko design

seedbomb l imagem: yanko design

Essas bombas seriam de plástico biodegradável, contendo várias cápsulas com sementes em seu interior, que seriam plantadas no local da queda. Cada cápsula teria um solo artificial que daria as condições necessárias para a planta se manter sozinha, até a sua própria umidade derreter o plástico.

seedbomb l imagem: yanko design

seedbomb l imagem: yanko design

Os designers Hwang Jin wook, Jeon You ho, Han Kuk il e Kim Ji myung foram os idealizadores deste conceito que ainda não foi finalizado.

Fonte: Karla Cunha

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Carroças dos Catadores

Nas rodas, calotas modernas. Na cabine, um aparelho de som e uma televisão portátil, além de enfeites pendurados no pára-brisa. Retrovisores ajudam a ter uma visão melhor do trânsito. É a descrição do veículo de Otaviano Tibutino Cordeiro Filho, 39. Mas ele não dirige um carro possante. Na verdade, usa suas parcas economias para “turbinar” seu instrumento de trabalho: tem uma carroça e vive de catar papel e metal nas ruas para revender.

Os apetrechos que deixam seu “carro” mais bonito, entretanto, são um chamariz para uma nova modalidade criminosa na capital paulista: os roubos de carroça.

“Estacionei perto de casa e fui descansar. Ao acordar, ela não estava lá”, conta Cordeiro Filho, que teve um prejuízo superior a R$ 285 por causa do furto de seu veículo – junto com a carroça (cujo valor ele não soma, mas que chega a custar R$ 170 num serralheiro) foram levados um rádio de R$ 100, uma TV pequena (R$ 120), dois pneus novos (R$ 35) e R$ 30.

Segundo vítimas, os ladrões geralmente são viciados em drogas, que revendem os utensílios da carroça ou trocam por pedras de crack ou cigarros de maconha.

Cabine
Com andanças que duram até 15 horas por dia, Cordeiro Filho conseguiu montar um novo veículo. Sua nova carroça tem uma cabine pintada de amarelo. Dispõe ainda de rádio, TV, antenas, lanternas, retrovisores, dois alto-falantes, um banco para levar as filhas – de um e dois anos – e até câmbio. A tampa de vidro de um fogão serve de pára-brisa.

Pernambucano que atua como catador há quatro anos, ele arrecada mensalmente de R$ 150 a R$ 200. Já trabalhou em padarias e pastelarias. “Se eu arranjasse outro emprego, largaria a carroça. É muito cansativo”, disse ele, que mora na favela do Moinho, no Bom Retiro (centro). Em busca de um bom carregamento de metais, ele já “viajou” até Osasco (Grande São Paulo). “Fui num dia e voltei no outro. No caminho de volta, fui vendendo tudo”, afirmou.

“Luxo”
Segundo levantamento do Instituto Polis, há cerca de 12 mil catadores de papel na capital.
Para suportar a peregrinação diária em busca de metais e papelão, Cosmo de Souza, 28, faz questão de, ao menos, ter um luxo. “Fico o dia todo ouvindo CDs de rap, senão eu estresso”, diz. Para ter esse prazer, Souza instalou um toca-CDs da marca Pioneer – cultuada pelos amantes de som em automóveis – em sua carroça.

Duas caixas de som emitem o rap. “Carrego duas baterias de carro para poder ouvir o dia inteiro”, diz o fã do rapper NDee Naldinho e dos Racionais MC’s.

Há alguns meses, num “descuido”, furtaram a frente removível do toca-CDs. “Já tentaram roubar a carroça inteira. Agora comprei uma corrente grossa para prendê-la”. E ele adotou um “guardião”: Bethoveen, uma mistura de pastor alemão com rottweiler.

Eis que até consciência ecológica é exibida nas carroças: a carroça da foto abaixo foi vista na esquina das ruas Inácio Pereira da Rocha e Pedroso de Morais, em Pinheiros.

carrinho de catador de lixo l imagem: o guia verde

Dos laboratórios da USP, foi desenvolvida uma “carroça do futuro” para os catadores. Tem espelho retrovisor, sistema de freios, carrega até 500 kg… O que deve ser um problema é o preço: R$ 1.100.

“O veículo de tração humana desenvolvido não tem nenhum tipo de motor e apresenta um compartimento de dimensões adequadas para acomodar com segurança os materiais. Como os catadores trafegam por vias movimentadas da cidade cerca de 10 km por dia, equipamentos de segurança como pisca-alerta e adesivos reflexivos, assim como um sistema de freio semelhante ao da bicicleta, foram adaptados para o carrinho”, afirma o engenheiro mecânico Rafael Antonio Bruno, na Escola Politécnica da USP.

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EcoPrático

EcoPrático é o primeiro reality show da TV Cultura.
Didático e divertido, EcoPrático trata a sustentabilidade com leveza e bom humor.
A cada programa, uma casa/família é escolhida para uma reciclagem de hábitos relacionados a sustentabilidade no dia-a-dia.
O programa vai proporcionar mudanças físicas e comportamentais nos participantes – aumentando as ecopráticas da casa e da família.

O programa passa todos os domingos às 19h com reprise nas quartas-feira às 19h30. Os episódios que já foram passados estão disponíveis online para todos assistirem.

Veja o ecoblog do programa clicando aqui.

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